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Adubação foliar e via solo de nitrogênio em plantas de milho em fase inicial de desenvolvimento

Considerado o nutriente mais importante, tanto no incremento da produção de grãos como no teor protéico destes, o nitrogênio (N) é também o elemento que mais onera a cultura do milho.

Um trabalho realizado por um grupo de Engenheiros Agrônomos (vide abaixo), objetivou-se verificar se a aplicação foliar de nitrogênio influencia o acúmulo de proteínas e parâmetros de crescimento de plantas jovens de milho em comparação com a aplicação de uréia via solo.

A pesquisa envolveu plantas jovens do híbrido de milho BR 206, as quais receberam aplicações de uréia como fonte de N via foliar e via solo nas concentrações de zero, 0,5% e 1,0%.

As plantas foram cultivadas em casa-de-vegetação sendo realizadas três aplicações de N, a primeira aos seis dias após a emergência (DAE) num volume de 10 mL por planta e as duas seguintes aos 10 e 14 DAE com 20 mL cada.

Aos 18 DAE as plantas foram coletadas e as análises procedidas. Para altura de plantas, volume radicular, área foliar, matéria seca da parte aérea e raízes, observou-se maior eficiência da adubação foliar, principalmente ao nível de 0,5% de uréia.

O fornecimento de uréia a 1,0% via solo proporcionou aumento significativo no teor de proteínas nas folhas. Tais resultados sugerem que a adubação foliar pode ser uma maneira eficiente para complementar o que é absorvido pelas raízes, no entanto não deve ser utilizada como fonte única de N inorgânico às plantas.

Como conclusões do estudo, verificou-se que a aplicação de N via foliar pode ser uma maneira eficiente para complementar o que é absorvido pelas raízes, no entanto, não deve ser utilizada como única forma de fornecimento de N inorgânico às plantas e deve-se atentar para a concentração a ser utilizada, tendo em vista que pode ocorrer fitotoxicidade.

Acesse aqui para ter acesso ao estudo completo.


Autores:
Sidnei DeunerI; Ronaldo do NascimentoII; Ladislau Soares FerreiraIII; Pablo Gerson BadinelliIV; Romel Silva KerberV

IEngenheiro Agrônomo, Professor Dr., bolsista PRODOC – Universidade Federal de Pelotas/UFPel – Cx. P. 354 – 96010-900 – Pelotas, RS – sdeuner@yahoo.com.br
IIEngenheiro Agrônomo, Douotr em Fisiologia Vegetal, Professor Adjunto – Departamento de Botânica/DBI – Unidade Acadêmica de Serra Talhada – Universidade Federal Rural de Pernambuco/UFRPE – Campus Universitário – Zona Rural – Cx. P. 063 – 56900-000 – Serra Talhada, PE – ronascim@uast.ufrpe.br
IIIEngenheiro Agrônomo, Mestre em Fisiologia Vegetal – Monsanto do Brasil Ltda. – Rua Tiradentes, 314 – Centro – 08802-530 – Santo Ângelo, RS – ladislau.s.ferreira@monsanto.com
IVEngenheiro Agrônomo, Mestrando em Fisiologia Vegetal – Departamento de Botânica – Instituto de Biologia – Universidade Federal de Pelotas/UFPel – Campus Universitário, s/n – Cx. P. 354 – 96010-900 – Pelotas, RS – pbadinelli@hotmail.com
VEngenheiro Agrônomo – Cooperativa Agrícola Mista General Osório Ltda./COTRIBÁ – Avenida Presidente Vargas, 84 – 98240-000 – Santa Bárbara do Sul, RS – romel_s_k@hotmail.com

Fonte: Scielo - Ciências Agrárias | Ciênc. agrotec. vol.32 no.5 Lavras Sept./Oct. 2008