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Com baixa liquidez no atacado, frigoríficos negociam compra de gado com cautela

Com a entrada da segunda quinzena do mês de julho, o mercado registrou uma baixa liquidez de compras no atacado e as indústrias estão negociando com cautela a compra de gado e analisando os resultados de vendas de carne para o consumidor final.

De acordo com a Informa Economics FNP, os preços não registraram grandes oscilações e continuaram firmes em todas as praças pecuárias nesta segunda-feira (20). “Com dificuldades na aquisição de matéria prima e instabilidade no escoamento dos cortes para o atacado, os frigoríficos adotaram a estratégia de reduzir ainda mais o ritmo dos abates diários, na tentativa de ajustar sua produção e equilibrar suas margens”, comentou.

As vendas foram consideradas relativamente fracas no atacado em geral na semana passada, conforme destacou a consultoria Agrifatto. “Neste ambiente, a ponta compradora não tem outra solução além de baixar os preços praticados, a carcaça casada fechou a semana cotada em R$ 14,00/kg”, ressaltou.

A Radar Investimentos apontou que houve um ligeiro alívio das escalas por parte das grandes indústrias, porém aquelas menores ainda necessitam de boiadas para os abates destas próximas quinta-feira e sexta-feira (23 e 24/jul). Caso o ritmo de compra permaneça calmo, a competição por boiadas deve continuar.

Os participantes de AgroBrazil informaram que negócios na região de São Simão/SP para o boi china em torno de R$ 220,00/@, à vista e com data para o abate em 03 de agosto. Já em Carneirinho/MG, o valor negociado para o animal que atende a exportação foi de R$ 225,00/@, à prazo com 20 dias para pagar e com data para abater em 24 de julho.

Já no mercado futuro, os preços finalizaram a sessão desta segunda-feira (20) com valorizações na Bolsa Brasileira (B3). Os principais vencimentos registraram ganhos de 0,07% a 0,69%, na qual o contrato Julho/20 encerrou o dia cotado a R$ 219,05/@ com uma alta de 0,07%.

Já o contrato Agosto/20 terminou negociado a R$ 219,50/@ com um avanço de 0,69%, enquanto, o Outubro/20 registrou um  incremento de 0,32% e foi precificado a R$ 218,25/@.

Fonte: Notícias Agrícolas - Andressa Simão