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Como melhorar o controle de percevejos na sua lavoura

O momento certo de aplicação maximiza a performance dos inseticidas

Os percevejos são considerados atualmente uma das pragas mais agressivas na cultura da soja no Brasil. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a soja é atacada por várias pragas que causam danos consideráveis, porém, os percevejos são os que têm apresentado maior preocupação ao agricultor quanto aos danos causados e a dificuldade de controle, pois atacam diretamente a vagem e o grão, causando perdas de produtividade e qualidade.

Os danos diretos dos percevejos são devido à perfuração dos tecidos para retirada de alimento, refletindo em enrugamento ou chochamento dos grãos, redução do peso de grãos, e indiretos causando a retenção foliar ou “soja louca”, sintomas de haste verde e o favorecimento para fungos causadores de doenças em grãos que acometem em perdas antes e na pós-colheita.



Danos de percevejos do grão
O controle eficiente de percevejos é altamente dependente da adoção de inseticidas, pois são considerados insetos de difícil controle. No entanto, como existe um conjunto de outras pragas que podem acometer em produtividade na soja, é preciso considerar o uso de inseticidas robustos que possam entregar controle também sobre essas outras pragas na cultura.

Nesse contexto, as misturas inseticidas contendo neonicotinóide + piretróide são bastante utilizadas na cultura da soja, entregando bons resultados, com um rápido efeito de choque pela ação do piretróide e também residual pela ação do neonicotinóide.

A eficiência dos inseticidas no controle de percevejos será maior quando aplicados no início da infestação, impedindo um aumento rápido da população da praga, sendo o monitoramento fundamental para a tomada de decisão. Esse posicionamento assertivo é fundamental para prevenir os danos no momento mais sensível da cultura e garantir uma maior produtividade e qualidade de grãos.

O período crítico para ataque de percevejos na soja inicia-se a partir do início da formação de vagens (após R3) e se estende durante a fase de enchimento dos grãos, que é quando a infestação de percevejos comumente se torna mais intensa. No entanto, a população de percevejos na soja pode aumentar antes mesmo do estágio R3, de acordo com o monitoramento. Nesse caso, pode haver a necessidade de antecipação das aplicações de inseticidas de forma a reduzir a pressão de ataque da praga durante a formação de vagens.

Para correta determinação da necessidade de controle e momento certo de aplicação, o monitoramento da praga a campo é o ponto-chave. O grande benefício de se aplicar no momento certo é garantir a otimização do controle e a melhor performance dos produtos utilizados. Para muitos pesquisadores, “a maior eficiência de controle e o maior aproveitamento de produtos, podem refletir em menor número de aplicações e proporcionar redução de custos de produção”.

Muitos produtores conhecem os benefícios de um bom monitoramento de pragas, mas por outro lado possuem dificuldade de executá-lo a campo. Essa dificuldade advém da grande extensão das áreas, grande número de talhões e a falta de mão-de-obra capacitada para executar o serviço. Precisamos considerar que o monitoramento precisa ser bem executado e gerar informações precisas e confiáveis, do contrário, a sua contribuição ao manejo será em vão.

Pensando nessa problemática, a Bayer, em parceria com empresas de pesquisa, criou o Patrulha Percevejo. O foco do serviço é resolver este grande problema do monitoramento e ajudar o produtor a alavancar a produtividade, com melhorias no controle de pragas nas culturas da soja e do milho. Técnicos especializados e treinados ficam responsáveis por vistoriar e monitorar pragas semanalmente nas áreas. Com os dados coletados, são gerados mapas de calor georreferenciados, identificando o nível de infestação por talhão. Quando a praga se encontrar em nível de infestação que justifique o controle, o produtor é orientado a tomar as decisões para aplicação.

Nesse sentido, o Patrulha Percevejo é um serviço revolucionário. O produtor pode ter em suas mãos as informações que precisa para decidir rapidamente onde e quando aplicar o inseticida.

Início do Monitoramento
– Estágio vegetativo (25 à 30 dias após emergência)
– Período de monitoramento: 90 dias (até à colheita)
– Frequência das vistorias: Semanais
– Número de vistorias: 10 à 12 amostragens durante o ciclo da cultura.

FONTE: Bayer