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Farelo de soja integral e sua contribuição na nutrição de frangos de corte

Após algumas cotações de granjas, nós da Aboissa Óleos Vegetais, responsáveis pela unidade Feed Ingredients, notamos que muito questionava-se sobre a utilização do Farelo de Soja Integral na dieta das aves, portanto decidimos pesquisar sobre sua utilização dentro da nutrição animal.

Diversos são os insumos utilizados na alimentação animal, porém é notável a principal participação da soja, sendo o seu farelo o segundo componente, em quantidade, mais utilizado nas rações animais, somente perdendo para o milho. O farelo de soja representa cerca de 19,7% de todas as matérias-primas utilizadas. Atualmente, entre as fontes de proteínas vegetais, este é o ingrediente proteico mais econômico para alimentar animais monogástricos (Lima, 1999).

Quando a soja é industrializada, esta produz de 80% a 82% de farelo e 18% a 20% de óleo degomado. Dentro da formulação de rações avícolas, o farelo apresenta bom valor nutricional e valor de aminoácidos essenciais favoráveis à alimentação de frangos (ROSTAGNO et al., 2005). A soja integral, tem sido utilizada como ingrediente proteico nas formulações das rações devido ao seu bom perfil de extrato etéreo, proteico e maior valor de energia metabolizável.

A participação desses ingredientes proteicos nas rações de animais monogástricos, apresenta limitações em virtude da presença de fatores antinutricionais, que dificultam a atuação de enzimas digestivas, podendo alterar a morfologia intestinal e interferir na digestibilidade e absorção dos nutrientes (OLIVEIRA et al., 2000).

Desta forma, a utilização da soja integral nas rações de frangos é dependente de processamento térmico, o processo de extrusão é um ótimo meio para inativar os fatores antinutricionais presentes nesta, além disso temos também o componente térmico e o trabalho mecânico, que causa o rompimento das paredes celulares dos grãos, ocasionando um aumento da digestibilidade dos nutrientes e da energia metabolizável (Bellaver & Snizek 1999). A presença desses fatores antinutricionais no farelo de soja prejudica a digestibilidade dos nutrientes, aumenta o tempo de passagem do alimento pelo sistema digestório, o que resulta menor consumo de ração e consequente emagrecimento do animal (REIS et al., 2001; SCHOULTEN et al., 2003).

Para a degradação dos desses fatores que prejudicam a qualidade nutricional da ração, tem sido utilizadas enzimas exógenas nas rações de frangos que proporcionam melhor qualidade nutricional do farelo de soja. A inclusão dessas enzimas em rações avícolas, a base de farelo de soja, melhora a digestibilidade dos nutrientes e a energia metabolizável da dieta em função da degração dos polissacarídeos não amídicos e dos oligossacarídeos.

Fonte: FONTE: Tese de pós-graduação da UFG – GO - 2012 -Tese de doutorado CNPq – 2004