fbpx

Imbecil Midiático – o que é isso, para o agro?

Ao ver o “diálogo” entre Porchat, Bela Gil e Emicida, só me resta a triste conclusão de que ser um IDIOTA é característica determinante para conseguir um espaço na mídia.

Três completos ignorantes, discutindo um assunto de importância vital, do qual não têm o MENOR conhecimento. E, pior, levando DESINFORMAÇÃO para milhões de telespectadores.

O “humorista”, além de não saber nem o tamanho do rebanho brasileiro (o maior comercial do planeta), ainda deve achar que boi usa banheiro, já que, para ele, o problema da poluição nos rios são as fezes bovinas, que mineralizam na pastagem, não os dejetos humanos, despejados na rede de esgoto (que 55% não é tratada).

Segundo o imbecil midiático, também, o agronegócio é insustentável e “vai colapsar”, se não “mudarmos o sistema”. Uma das “soluções” apresentadas é que cada um plante a sua própria comida.

Talvez desconheça os números do consumo alimentar e, ignorante que é, não se atente nem ao que ele mesmo consome.

Um brasileiro médio, por ano, segundo o IBGE, utiliza 17Kg de arroz, 9Kg de feijão, 6Kg de batata, 5Kg de macarrão, 15Kg de carne bovina e 14Kg de frango, por exemplo.

Alguém consegue produzir essa quantidade na varanda do apartamento ou na hortinha sustentável da cozinha?

Fazendo coro com o “humorista”, Bela Gil chega chamando as propriedades rurais de “deserto verde” e culpado-as pela falta de águas nos “aquíferes” (sim, pra ela, os aquíferos têm esse nome. Deve ser pra não ter gênero determinado).

A cozinheira de capim só esqueceu de mencionar que, OBRIGATORIAMENTE, as propriedades rurais possuem APPs (áreas de proteção permanente) e que SÃO NOS CENTROS URBANOS que a impermeabilização do solo não permite a absorção das águas das chuvas.

Diz, também, que o PROBLEMA é que o agronegócio representa 40% do nosso PIB, insinuando que o setor pode fazer o que quiser, porque tem um “lobby” muito forte.

Talvez ela não saiba, mas 80% do nosso agronegócio é composto por PEQUENOS PRODUTORES e o Brasil alimenta 1/4 do planeta. Não estamos falando de uma questão financeira, mas de SOBREVIVÊNCIA.

No cerrado, por exemplo, onde ela acusou a existência dos “desertos verdes”, a produção natural é de 30Kg/ano por hectare, enquanto a cultura da soja produz 3,3 toneladas/ano.

Para “fechar” o diálogo, chega Emicida (nascido e criado na zona norte paulistana, mas especialista em assuntos rurais), dizendo que a comida é um ato de “empoderamento” e que, devido aos “agrotóxicos”, nós comemos mal.

Errado, caro nóia. É devido aos defensivos agrícolas que nós COMEMOS. Sem a industrialização da lavoura, um mundo com 8 BILHÕES de pessoas PASSA FOME. É exatamente o que aconteceu na URSS, na década de 30, na China, na década de 50 ou na Coréia do Norte, na década de 90.

Pelo jeito, não é só de agricultura que não entendem. Desconhecem a história, também.

Sou totalmente a favor da liberdade de expressão. Mas propagar MENTIRAS, de forma deliberada, atacando o setor mais importante e vital da economia brasileira, para sustentar seus posicionamentos políticos, é CRIMINOSO.

Os “especialistas” de apartamento vão aprender, da pior forma, o básico da agricultura: QUEM PLANTA, COLHE.

Na era da informação, onde a mídia já deixou -há muito- de ser o “4º poder” (até um presidente elegemos, contra a sua vontade), a carreira destes imbecis está com os dias contados. Ficarão segregados aos poucos gatos pingados, que ainda estiverem contaminados pela lavagem cerebral progressista.

Talvez, quando “secarem as tetas” e precisarem olhar para o preço das coisas, como a maioria absoluta da população, entendam a importância do agronegócio.

“Um dia na nossa vida, vamos precisar de um médico, de um advogado, de um policial. Mas todos os dias, três vezes por dia, precisamos de um agricultor”.
(SHOEPP, Brenda)

Fonte: Felipe Fiamenghi