fbpx

Paraná é reconhecido como zona livre de PSC

O Paraná comemorou o avanço no reconhecimento internacional como Área Livre de Aftosa sem Vacinação, na última quarta-feira (10). O Estado também recebeu a chancela técnica da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como zona livre de peste suína clássica independente.

Com essa classificação o Estado sai de um grupo formado por 14 outros Estados e garante vantagens sanitárias aos produtores locais no mercado internacional, passando a ser um bloco independente. O reconhecimento internacional já foi concedido ao Paraná em 2016 pela OIE, mas ainda está pendente a chancela como zona única.

A medida isola o Paraná de problemas que possam acontecer nas divisas com outros Estados integrantes, no Norte e parte do Nordeste, que não são livres da doença. “É uma garantia de que só terei problemas sanitários se tiver aqui dentro. Essa medida abre as perspectivas de ser mais agressivo no comércio mundial, já que estamos abatendo mais de 10 milhões de cabeças de suínos por ano, com perspectiva de chegar a 15 milhões só com projetos em construção ou em instalação. É uma grande notícia porque estávamos alijados da disputa de dois terços do mercado global de carne suína”, destacou o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Neste ano a produção de suínos paranaense deve chegar a 950 mil toneladas, aproximando-se de Santa Catarina, maior produtor nacional. O rebanho paranaense de suínos é de 6,8 milhões de cabeças ou 17% do total nacional, segundo dados de 2019 do IBGE organizados pelo Departamento de Economia Rural (Deral). A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) comemora o novo status sanitário. “Em dois ou três anos seremos o maior produtor do país”, disse o diretor-presidente do órgão, Otamir Martins.

A peste suína clássica é causada por um vírus que acomete os suínos e não é transmitida para humanos. Os sintomas mais comuns são problemas circulatórios, na pele, conjuntivite em animais adultos e distúrbios neurológicos em suínos jovens. O animal infectado também pode apresentar paralisia nas patas traseiras.

Fonte: AGROLINK - Eliza Maliszewski