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Segunda safra de milho ainda preocupa

A segunda safra de milho é a mais importante para o Brasil. Problemas climáticos já diminuíram a projeção de produção. Em fevereiro a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previa 80.076 milhões de toneladas. No levantamento de maio a produção caiu para 79.799 milhões de toneladas.

A maior queda está no Paraná, segundo maior produtor nacional. Em fevereiro eram esperadas 13.2 milhões de toneladas e em maio 12.4 milhões de toneladas. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), na segunda safra, o plantio se manteve em 99% no estado, com as lavouras se dividindo entre germinação (1%), descanso vegetativo (13%), floração (51%), frutificação (29%) e maturação (6%). Enquanto isso, o índice de lavouras avaliadas com em boas condições caiu de 23% para 22%, o de médias subiu de 46% para 47% e o de ruins permaneceu em 31%. 

Nesta semana ainda houve o fator geada, que atingiu diversas lavouras de milho paranaenses. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) as áreas de produção agrícola mais afetadas foram observadas nas cidades de Cascavel e Campo Mourão. “Nós tivemos sim geadas fracas nos pontos mais baixos, onde tinha orvalho, mas precisamos esperar, pelo menos, cinco dias para entender os impactos nas lavouras”, comenta Modesto Felix, Daga, diretor do Sindicato Rural de Cascavel.

O frio é uma das preocupações na safrinha deste ano por grande parte do milho ter sido plantado fora da janela ideal. Em Cascavel a geada já tem estimativa de quebra acima de 20%. Também há alerta onde houve expressivos volumes de chuva na semana passada, podendo acarretar maiores prejuízos.

A Consultoria Ag Resource aponta que as recentes chuvas no fim de semana não foram suficientes para reverter o quadro crítico das lavouras do cereal, mas pelo menos estancaram as perdas e colaboraram com o grão que foi plantado mais tardio.

O Sistema Famasul também aponta queda de qualidade da safra em Mato Grosso do Sul. No Estado apenas 5% das lavouras foram avaliadas em boas condições, 78% são regulares e os outros 17% foram avaliadas como ruins.

Fonte: AGROLINK -Eliza Maliszewski