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Sinal de mudança no feijão: Preços e prazos maiores

Usualmente o primeiro passo para a retomada dos negócios com patamares um pouco maiores ocorrem com prazo, aponta o Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses). “Acontece quando o vendedor põe um limite e o comprador sente que vai perder o negócio. Neste momento oferece ‘aceito seu preço, mas pago com 45 dias’, por exemplo. O vendedor devolve algo como ‘fecho, mas com 30’ ou alguma data mais próxima”, explica o presidente Marcelo Lüders.

Na visão dele, isto é um sinal que o comprador: Acredita que aquele nível de preço acontecerá antes do vencimento; tem estoque com preço médio mais baixo, portanto diluirá o custo; muitas vezes é um lote maior de produto; e a qualidade do lote atende uma necessidade específica que não está fácil de ser atendida.

“Haverá, com certeza, outros tantos motivos. Neste momento, Feijões serem vendidos por até R$ 295 com prazo demonstram que a oferta continua muito pequena. Apesar da pouca movimentação e da pequena demanda não há produto suficiente para atender até mesmo esta pequena demanda”, explica o Instituto.

De acordo com ele, mesmo em meio a tudo isso há especuladores que estão com os nervos à flor da pele: “Há quem tenha dado ‘o passo maior que a perna’ e tem em estoque um volume maior do que seria razoável. Em off, ontem um especulador comentava que refinanciou um caminhão e a casa em que mora e apostou tudo em Feijão-carioca. Isso se chama ganância. Agora precisa entrar em todos os grupos de WhatsApp e botar para cima o ânimo de todos”.

“Por isso, é sempre importante cuidar para manter o foco. Se você é empacotador ou produtor, há necessidade de sair de muitos desses grupos, pois segue a lógica de cassino quando as pessoas são levadas a acharem que chegou a sua hora e que, se apostar mais uma vez, quebrará a banca. Muito bem, a pergunta é: os preços de Feijão-preto e Feijão-carioca podem subir mais? É verdade que antes de subirem mais os preços reduzem como que para pegar impulso, será o caso agora? A resposta passa por saber para quando você espera que os preços subam. Para março, os preços tenderam a ser mais altos do que em janeiro”, conclui Lüders.

Fonte: AGROLINK -Leonardo Gottems